terça-feira, 1 de janeiro de 2008

TRANSCRIÇÃO DO BLOG DO CEL PAULO RICARDO PAÚL

Conforme artigo anterior, transcrevo do Blog do Cel Paulo Ricardo Paúl http://celprpaul.blogspot.com/ a continuação da RETROSPECTIVA, que considero fundamental para que possamos iniciar o ano, com a devida reflexação sobre os assuntos aqui recorrentes.

Terça-feira, 1 de Janeiro de 2008

RETROSPECTIVA - NÓS MUDAMOS, ELES PARECEM QUE CONTINUAM OS MESMOS!

"NESTE ESPAÇO DEVERIA HAVER UM VÍDEO COM O HINO NACIONAL BRASILEIRO, QUE INFELIZMENTE NÃO CONSEGUI POSTAR.
A BANDEIRA NACIONAL TREMULANDO E NOSSO HINO NACIONAL SENDO CANTADO ..."
(nota de Christina Antunes Freitas)

O Brasil precisa mudar!

A minha segunda retrospectiva do ano de 2.007
começa um pouco antes, no segundo semestre de
2006, no auge da campanha eleitoral.
Nós, Policiais Militares, enfrentávamos toda sorte de dificuldades.
Nós, Policiais Militares, recebíamos salários baixíssimos, que nos
excluíam da cidadania.
Nós, Policiais Militares, empurrávamos as viaturas.
Nós, Policiais Militares, amarrávamos peças das viaturas com
arames, para que não despencassem.
Nós, Policiais Militares, conseguíamos pneus segunda vida, no
borracheiro do setor.
Nós, Policiais Militares, trabalhávamos em quartéis, companhias,
postos de policiamento comunitário e destacamentos de
policiamento ostensivo com instalações precárias.
Nós, Policiais Militares, não tínhamos equipamentos de proteção
suficientes para todos.
Eles, políticos, discursavam.
Eles, políticos, prometiam.
Eles, políticos, prometiam valorizar os Policiais Militares e Civis.
Eles, políticos, tinham solução para tudo.
Eles, políticos, faziam promessas em nossos clubes e associações,
onde nos reunimos para ouvi-los.
Era a campanha eleitoral!
Nós, Policiais Militares, acreditamos.
Nós, Policiais Militares, confiamos neles, mais uma vez.
Nós, Policiais Militares, convencemos nossos familiares.
Nós, Policiais Militares, nos enchemos de esperança.
Nós, Policiais Militares, votamos neles.
Nós, Policiais Militares, convencemos nossos familiares a também
acreditarem nas promessas e a votarem neles.
Eles, políticos, se elegeram.
Eles, políticos, festejaram.
Nós, Policiais Militares, confiando neles, também festejamos.
Nós, Policiais Militares, iniciamos 2007 acreditando nas promessas
de campanha.
Eles, políticos, iniciaram 2007 com total credibilidade.
A mídia explodia de novidades!
A segurança, a educação e a saúde seriam prioritários, cantavm
em prosa e verso.
Nós, Policiais Militares, vivenciamos os dias passando e nada
mudando.
Nós, Policiais Militares, continuamos a acreditar.
Nós, Policiais Militares, continuamos trabalhando duramente.
Nós, Policiais Militares, continuamos morrendo e sendo
transformados em Bandeiras Nacionais, entregues aos nossos
familiares.
Nós, Policiais Militares, realizamos um policiamento primoroso no PAN do Rio.
Nós, Policiais Militares, tivemos a companhia da Força Nacional de
Segurança Pública com suas excelentes diárias, suas viaturas e
equipamentos melhores do que os do denominado primeiro mundo.
Nós, Policiais Militares, cansados de acreditar, nos indignamos e
clamamos pelas promessas.
Nós, Policiais Militares, desarmados e de folga, realizamos atos
públicos, ordeiros e pacíficos.
Nós, Policiais Militares, encaminhamos documentos contendo
nossas reivindicações justas a Eles.
Eles, políticos, se reuniram para encontrar soluções, embora na
campanha eleitoral tivessem todas as respostas.
Eles, políticos, se desculparam, novamente.
Eles, políticos, acabaram por trazer as mesmas desculpas do
passado, como que arrancadas das velhas gavetas do poder.
Eles, políticos, nos ofereceram um aumento em 24 (vinte e quatro)
parcelas, cada uma de 1% (um por cento), a partir de setembro de
2007.
Nós, Policiais Militares, nos indignamos e não aceitamos.
Eles, políticos, prometeram reavaliar o aumento e realizaram
reuniões.
Eles, políticos, acabaram nos concedendo um aumento de 4%
(quatro por cento), de uma só vez, em setembro de 2007, nada
mais.
Nós, Policiais Militares, mais uma vez, nos indignamos.
Eles, políticos, prometeram reavaliar novamente o aumento,
reabrindo as negociações.
Eles, políticos, realizaram várias reuniões com nossos representantes.
E assim o ano de 2007 acabou.
Acabou para eles, políticos e para nós, Policiais Militares, sem
qualquer avanço.
Nós, Policiais Militares, desacreditando totalmente na
concretização das promessas da campanha eleitoral, palavras que
se perderam no vento.
Nós, Policiais Militares, indignados.
Eles, políticos, desacreditados.
E o ano de 2008 iniciou assim, diametralmente diferente do início
de 2007.
Nós, Policiais Militares, mobilizados para a obtenção das justas
nossas pretensões.
Nós, Policiais Militares, mobilizados para buscar a nossa cidadania
através de salários justos e da disponibilidade de adequadas
condições de trabalho.
Nós, Policiais Militares, querendo a implementação das soluções da
campanha eleitoral.
Nós, Policiais Militares, desacreditando neles.
Nós, Policiais Militares, unidos para só votarmos baseados em fatos,
nunca mais em promessas.

Nós, Policiais Militares, mudamos!

Eles, políticos, parecem que continuam os mesmos!

PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL
CORREGEDOR INTERNO
Postado por Coronel Paulo Ricardo Paúl às 10:47 comentários
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Amigos, procurei transcrever esses dois artigos na medida em que os considero de total relevância, uma vez que promessas e grandes "Salvadores da Pátria" começarão a aparecer (Ops? Já começaram?), e naturalmente sabedores do grande contigente Policial Militar e suas famílias, prometerão tudo...
Que todos nós da Família Militar Estadual, possamos analisar cada palavra dita. Cada palavra escrita.
Que lembremo-nos de nomes dos cidadãos, dos partidos e coligações que estão junto àqueles que nos brindaram com SALÁRIOS DESMORALIZANTES e DEPLORÁVEIS CONDIÇÕES DE TRABALHO.
Que nos tiraram a dignidade de uma mesa básica (farta seria: ilusão demais), de uma saúde decente, e principalmente :

LEMBREM-SE DAQUELES QUE QUEREM CALAR NOSSAS REIVINDICAÇÕES !!!!

Hummm!!!! 40.000 mordaças???? Haja pano!!!!!

Um abraço,


CHRISTINA ANTUNES FREITAS


4 comentários:

Anônimo disse...

Dona Maria Cristhina, passei pra dar um abraço na senhora. Sou eu mesmo, aquele quem abandonou a barca furada do ufanismo barbônico e evarístico. Quero desejar para senhora um dois mil e oito de paz e conforto espiritual. Quero pedir-lhe perdão pelos mal escritos e mal ditos que infortunadamente e estupidamente lhe dirigi. A senhora é mais lida do que pensa, pode ter certeza e admirada pela coragem. Dê pitaco sim. Contribua. Acho o blog do coronel Paú sem profundidade, fraquinho, mas tem sua importância para a briosa. Ajude-o a melhorar a qualidade para ganhar importância.
Não deixe a gente sem notícias.
Escreva, opine, critique, fale bem, fale mal, dê idéias, sugira.
Juntos somos fortes.

MARIA CHRISTINA ANTUNES FREITAS disse...

Meu amigo!

Fico feliz com a delicadeza de sua pronta resposta, e vamos combinar? Nada de pedir desculpas ou perdão! Como amigos não precisamos disso.
Estive longe do Blog, pois desde o Natal andei com uma virose, que devido à baixa de imunidade: deu-me um couro! Praticamente levantei mesmo ontem, apesar de ainda estar com dor de cabeça e no corpo.
Mas, na realidade essas datas são difícieis para mim, então o meu organismo arranja logo uma desculpa para eu não ver nada...
Mas não desista, vamos continuar dando nossos pitacos, afinal alguma coisa há de acontecer...
Vamos tentar a nossa (de todos da Corporação) felicidade salarial e profissional em 2008, pois o resto, damos um jeito!
Obrigado pela atenção e um grande abraço!

CHRISTINA ANTUNES FREITAS

Anônimo disse...

Christina, o texto a seguir foi copiado de um comentário do blog Santa Bárbara e Rebouças, do jornalista Gustavo de Almeida, em sendo verdade, e creio que seja, é a síntese da união entre nossos Oficiais e os Praças da PMERJ, dá vergonha!
Anônimo disse...
Gustavo, acaso voce ficou sabendo que na festa de confraternização do 31ºbpm os oficiais isolaram as mesas de seus familiares das mesas dos praças com uma fita daquelas usadas para isolar local de crime? que os praças tinham que enfrentar uma enorme fila até onde estava a comida enquanto os familiares dos oficiais eram servidos por garçons? que em determinada hora as bebidas acabaram somente para os praças? que somente não houve um verdadeiro motim porque praças mais graduados conseguiram convencer a maioria de que aquilo que os oficiais achavam que era uma área VIP era somente um cercadinho mais parecido com um curral ou uma área de crime como a fita de isolamento fazia crer? e depois querem que os praças acreditem na unidade na PMERJ. é por isso que não temos representantes dignos na política. se acham seres superiores. e os que estão hoje no poder dentro da PM não são diferentes dos tantos que já vimos passar, até muito pelo contrário, o que se viu nessa festa é a síntese do tratamento que os oficiais dispensam aos praças. mas o apartheid deles saiu pela culatra: todos riram deles e de seus familiares dentro daquele curralzinho VIP! e com certeza saíram de lá muito menos respeitados por todos.

MARIA CHRISTINA ANTUNES FREITAS disse...

Caro Anônimo:

Já havia lido este comentário no Blog do Gustavo, infelizmente não sei se houve ou não o tal curral VIP. Se ocorreu creio que foi de total despreparo da organização.
Mas veja bem, acredito que nos outros batalhões não houveram partes VIP"s, então esta é uma excessão.
Aliás esta prática está ficando ridícula, pois li em uma coluna do segundo caderno de O Globo à tempos, que os casamentos ditos
requintados, agora também tem setor VIP. Pobreza de espírito!
Quanto à PMERJ, ainda acredito que haverá união de Praças e Oficiais, uma vez que PMERJ partida, só interessa aos Governantes!

Um abraço, e abaixo o curral VIP!

CHRISTINA ANTUNES FREITAS