quarta-feira, 8 de junho de 2011

DEP.FED. MENDONÇA PRADO/DEM/SE, VEIO AO RJ INTERMEDIAR NEGOCIAÇÕES SOBRE PRISÕES DE BOMBEIROS MILITARES

Amigos,

O Dep. Federal Mendonça Prado/DEM/SE, é um antigo lutador pela PEC-300, tendo sido seu Relator.  Em seu Estado de origem, lutou bravamente para que os Policiais e Bombeiros Militares percebessem um salário digno, bem parecido com o da PEC-300.  Sergipe hoje, tem um salário digno para Policiais e Bombeiros Militares, e esta foi  uma grande vitória do Deputado Federal Mendonça Prado.
Abaixo, release que recebi da Assessoria de Imprensa do Deputado, que transcrevo abaixo na íntegra, já agradecendo ao mesmo sua intervenção!


Mendonça Prado irá apresentar projeto para anistiar
   policiais e bombeiros militares envolvidos na manifestação do Rio
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O deputado federal Mendonça Prado (DEM/SE) presidente da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado (CSPCCO) da Câmara dos Deputados, irá apresentar um projeto de lei com a finalidade de anistiar os policiais e bombeiros militares do Estado do Rio de Janeiro punidos por participar de movimentos reivindicatórios.
A idéia é sanar injustiças e impedir a punição penal militar dos envolvidos no protesto por aumento de salário e melhores condições de trabalho, realizado no Quartel Central da corporação, no centro do Rio de Janeiro.

"O que aconteceu aqui no Rio é muito grave, estes homens têm direito a salários dignos e a boas condições de trabalho. Precisamos encontrar uma saída para essa situação que já começa a repercutir em outros Estados brasileiros, com manifestações de solidariedade, provocando uma sensação de insegurança em todo o país”, afirmou Mendonça Prado.
O parlamentar viajou para o Estado na manhã da terça-feira (07), a fim de intermediar as negociações em favor da libertação dos 439 bombeiros presos na manifestação. A principal reivindicação da categoria é aumento salarial de R$ 950 para R$ 2.000 e vale-transporte.

Aliado aos interesses dos policiais e bombeiros brasileiros, Mendonça Prado vem lutando pela aprovação da PEC 300 no Congresso Nacional. A proposta trata do piso nacional para policiais e bombeiros militares e inativos. A remuneração dessas categorias nos Estados não poderá ser inferior à da Polícia Militar do Distrito Federal. De acordo com o texto da proposta, uma lei federal irá definir o valor do piso salarial, em forma de subsídio, disciplinando também um fundo contábil constituído para esse fim.
Mendonça Prado discursou em plenário várias vezes em prol da inserção da PEC 300 na pauta da Câmara, foi relator do projeto na Comissão de Constituição e Justiça, da Comissão Especial que redigiu o texto, proferiu palestras e participou de várias caminhadas em quase todos os Estados brasileiros. No fim de maio, Mendonça presidiu na CSPCCO, uma audiência pública sobre o tema, que contou com a participação de diversas autoridades e representantes sindicalistas de todo o país.

Os manifestantes estão presos na unidade da Policlínica do Corpo de Bombeiros Militar do Rio de Janeiro, no bairro Charitas em Niterói. Famílias aguardam na porta da unidade na tentativa de conseguir ver ou ter notícias dos detidos. Um outro grupo de bombeiros permanece acampado na escadaria da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).
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Por Izys Moreira – Assessoria de Imprensa

Acesse o site www.mendoncaprado.com.br

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Atenciosamente,

Vanessa Franco

Assessoria de Imprensa

Dep. Federal Mendonça Prado (DEM/SE)


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Mais uma vez agradecendo ao despreendimento deste grande Parlamentar, fico em torcida e orações para que tudo se resolva o mais rápido possível, afinal como diz o HINO DO SOLDADO DO FOGO:
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VIDA ALHEIA E RIQUEZAS A SALVAR!
 
 
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Abraço fraterno,
 
CHRISTINA ANTUNES FREITAS

terça-feira, 7 de junho de 2011

MANIFESTO - CBMERJ

Amigos,

Recebi por email , este Manifesto enviado pelo meu amigo,  CEL BM R/R JOSÉ CARLOS DIAS, que repasso abaixo, na íntegra:



MANIFESTO.

COMPANHEIROS OFICIAIS SUPERIORES INATIVOS E ATIVOS DO GLORIOSO CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO RIO DE JANEIRO.



Na eminência do Governador Sergio Cabral designar um Coronel Policial Militar para exercer o cargo de Comandante-Geral da nossa centenária Corporação, como tomei conhecimento à pouco por pessoa ligada ao governo, quero expressar o meu mais veemente repúdio a tal atitude, se houver, e concitá-los a estarem alerta, para que a nossa Corporação não sofra mais humilhações e que nós não tenhamos a nossa honra aviltada por tal atitude desastrada e sem escrúpulos.

Nossa Corporação não merece ter o tratamento que está tendo por parte do governo e nós, seus veteranos combatentes e novos valores, não devemos permitir que joguem a nossa história centenária no lixo, colocando um estranho para nos comandar, já chega a subordinação a um médico civil que não traz no coração a nossa fibra de heróis.

Acho que terminou, também, a trajetória de um Comandante-Geral que traiu os nosso anseios, se irmanando com pessoas e grupos que, envolvidos em situações escusas e nebulosas já denunciadas ao Ministério Publico, não tem a condição moral e de liderança para receber os nossos irmãos menos afortunados que só querem mostrar a sua condição famélica e pedir soluções para tal absurdo.

Cabe a nós, a partir de agora, tomarmos uma posição, não deixando mais que cenas que estamos vendo nos órgãos da mídia se transformem em usuais. Que não se permita, novamente, que seja mandado um Coronel Comandante-Geral PM, de cima de uma viatura nossa, como se estivesse preparando uma investida no complexo do Alemão contra bandidos, (lembram-se) para falar a nossa tropa e depois, com certeza recebendo ordens do Governador, mandar invadir fazendo uso de armamento pesado e dando tiros no interior do nosso Casarão Vermelho, quartel ícone dos Bombeiros do Brasil e criado por um Decreto Imperial em 1856.

Antes que seja tarde, precisamos nos reunir, nos limites da lei, para ajudar a resolver tamanho impasse e interceder para que haja um final feliz e que Deus ilumine o Sergio Cabral, para que não jogue uma tropa contra a outra, que estão na mesma situação famélica e evite mal maior.

Lembrem-se: Estão procurando um cadáver para iniciar uma crise sem precedentes, já que a ferida aberta com a desastrosa intervenção da Policia Militar levará muito tempo para cicatrizar.

OREMOS

JOSE CARLOS DIAS, CEL BM R/R


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Abraço fraterno,

CHRISTINA ANTUNES FREITAS

segunda-feira, 6 de junho de 2011

AO MEU AMIGO CEL PM PAÚL

Amigo,

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Desconfiava que haveria um dia, que aqueles que ainda não haviam conseguido calar sua voz, cortar suas pernas, mandá-lo para longe, enfim: silenciá-lo ante sua constante e tantas vezes penosa luta pelo bem estar do Servidor Estadual, estariam espreitando (como gostam de espreitar!), roendo unhas, esperando ansiosamente o momento para efetuar sua prisão...

Ufa! O pessoal deve ter aberto um bom champagne FRANCÊS ( Ah! Sempre a França!) para comemorar a bravata, afinal, foram anos tentando de tudo para que a prisão ocorresse.   Amigo Paúl: eles (coitados), não entendem nada...

Simplesmente, prenderam o “homem”, ou melhor o “invólucro” que conseguiu de maneira honrosa - sempre pedindo legalidade para todos os atos - que amou e ama incondicionalmente sua Corporação, e por causa desta forma incondicional de distribuir solidariedade , conseguiu ampliar seu leque de boas ações às lutas dos Bombeiros Militares Estaduais , Professores , Médicos, Alunos do Instituto Benjamim Constant, e tantas outras categorias, ou - quem sabe? - “minorias” de nosso Estado do Rio de Janeiro...

Ah... Deram voz de prisão  ao homem, ou melhor ao “Invólucro Material Paulo Ricardo Paúl”, mas esqueceram que sua palavra, seu discurso, seu ideal de luta, estará sendo repetido no consciente e no inconsciente daqueles que o conheceram ou passaram a admirar sua “teimosia pelo bem” e sua admirável coragem. Voce é “MIL”, meu amigo!

Paúl, você sempre foi ético, e isso (principalmente em nosso Estado) é “fora de moda”! Talvez por sua ética, levaram tanto tempo para prendê-lo! Se tentarmos tirar um sarro dessa comédia bufa, podemos imaginar quantas reuniões, quantos conchavos, quantas armadilhas não foram colocadas para pegá-lo. Os caras já estavam extenuados... Chamuscados… Embrutecidos (Não vou colocar que estavam “Emputecidos”, afinal sou uma senhora!)

Sabe meu amigo: eu gostaria que usassem dessa tenacidade que arranjaram pra efetuar sua prisão (me refiro ao Grupo que queria vê-lo preso, e não aquele que somente lhe deu voz de prisão,apesar de fazer parte de tal Grupo), e por que não dizer, que usassem e abusassem do fato terem tantos culhões (desculpem-me: sou idosa, talvez esclerosada), para prender o tal do Nem da Rocinha ou para acabar com os caça níqueis deste Estado (Fico me perguntando por onde entram tantas máquinas... Será que brotam como verduras?). Ah!!!! Mistério...

Ontem Paúl , se milhares de pessoas conheciam o Cel Paúl, tenha certeza amigo que hoje, milhões passaram a conhecê-lo da MELHOR forma possível, como também passaram a conhecer os seus algozes, que só lamento: estão sendo lembrados da PIOR forma possível, como por exemplo: UM BANDO DE OPORTUNISTAS.

Meu amigo, como dizia Chico Buarque “VAI PASSAR” !

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VAI PASSAR
Chico Buarque e Francis Hime


Vai passar nessa avenida um samba popular

Cada paralelepípedo da velha cidade essa noite vai se arrepiar

Ao lembrar que aqui passaram sambas imortais

Que aqui sangraram pelos nossos pés

Que aqui sambaram nossos ancestrais

Num tempo página infeliz da nossa história,

passagem desbotada na memória

Das nossas novas gerações

Dormia a nossa pátria mãe tão distraída

sem perceber que era subtraída

Em tenebrosas transações

Seus filhos erravam cegos pelo continente,

levavam pedras feito penitentes

Erguendo estranhas catedrais

E um dia, afinal, tinham o direito a uma alegria fugaz

Uma ofegante epidemia que se chamava carnaval,

o carnaval, o carnaval

Vai passar, palmas pra ala dos barões famintos

O bloco dos napoleões retintos

e os pigmeus do boulevard

Meu Deus, vem olhar, vem ver de perto uma cidade a cantar

A evolução da liberdade até o dia clarear

Ai que vida boa, ô lerê,

ai que vida boa, ô lará

O estandarte do sanatório geral vai passar

Ai que vida boa, ô lerê,

ai que vida boa, ô lará

O estandarte do sanatório geral... vai passar
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Força, meu grande amigo!

HOJE, SEGUNDA FEIRA, DIA 06/06/2011 O MEU AMIGO CEL PM PAÚL, FOI FINALMENTE LIBERTADO... 
ESTE ARTIGO ESTAVA PARA SER POSTADO DESDE ONTEM. 


P.S.: Estou com bastante dificuldade de acesso a internet (moro quase na Zona Rural do Distrito), e por essa razão escrevendo muito pouco. Sou completamente solidária a causa dos Bombeiros Militares (sou casada com um) , e espero poder escrever sobre o assunto assim que minha conexão melhorar. Espero que na madrugada eu consiga!



Abraço fraterno,

CHRISTINA ANTUNES FREITAS

terça-feira, 24 de maio de 2011

REFLEXÕES DE UMA MULHER INVISÍVEL

Amigos,

Aqui em Conservatória, faço parte de um grupo de amigos  , que   com o passar do tempo   foi  se consolidando.  Hoje -  sem  nenhuma cerimônia  -  afinal  o tempo já tornou sólida nossa intimidade ,  conversamos sobre tudo… Para variar, somos em número  maior de mulheres, e pouquíssimos homens, que são   -  concluo -   ótimos “ouvidos” e muito pacientes.   Um deles é meu marido,   e  o outro,  também marido de uma das integrantes do grupo.

No final da semana passado, nossa amiga  REGINA DOLL, levantou um tema interessante.  Durante uma conversa onde elogiávamos o fato da mesma estar muito bonita e elegante,  Regina,  com seus lindos olhos azuis,  falou: Virei uma mulher invisível… (os olhos de Regina falam…)  

Conversamos longamente  sobre  a enfática frase,  quando uma das integrantes da mesa ,   propôs que nossa amiga Regina,      escrevesse  alguma coisa sobre essa intrigante posição de Mulher Invisível.  Então  abaixo, o texto “cirúrgico” de Regina Doll.

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Reflexões de uma Mulher Invisível

Cópia de Queijos e Vinhos em 25-26-06-2010 - Jogo Brasil 0x0 Portugal 036 

Regina Doll

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Conversa de bar pode ser muito estimulante. É o que acontece quando reunimos nossa turma nas noites de Conservatória, pequena vila do sul-fluminense, que faz parte do circuito do Vale do Café e é conhecida, principalmente, por suas serenatas.

Somos um grupo de cerca de quinze pessoas, de ambos os sexos (as mulheres predominam), todos baby boomers, nascidos no pós-guerra. Aos finais de semana, nas ruas da cidade, onde alguns moram e outros têm casas de campo, a música rola solta e o papo também. É um pessoal de alto nível, gente bem sucedida e inteligente, que vai para a night para se divertir e se encontrar, quase todos na faixa dos sessenta anos, ou próximos a ela. Inevitável que a conversa gire em torno da vida de cada um, dos amores presentes ou ausentes e das crises existenciais de quem já chegou nesta etapa em que se é velho para ser moço, mas, ainda se é moço para ser velho. Andam dizendo que “os sessenta são os novos quarenta” e que devemos nos comportar de acordo. Tentamos seguir à risca este preceito, embora às vezes, o corpo nos traia, com uma nova ruga que não estava ali na semana passada, uma dor lombar que parece que surgiu do nada ao acordarmos ou a mudança do grau dos óculos de leitura. Nem vamos falar da taxa do açúcar, do colesterol ou da pressão alta. Nosso pessoal é bem saudável. Muitos bebem, alguns fumam, outros se exercitam com razoável regularidade. Mas, a verdade é que nenhum de nós estava preparado para enfrentar os novos desafios do gradual e inevitável envelhecimento.

Foi a nossa geração que aboliu o tabu da virgindade, viu surgir a pílula anticoncepcional, foi às ruas pedir “paz e amor” – fomos todos hipies, mesmo os que não o eram de forma radical – liberamos a mulher de seu papel tradicional de mãe e dona de casa, casamos, nos divorciamos, voltamos a nos casar e, novamente, a nos separar. Mudamos o mundo de nossos pais, seus conceitos e sua ideologia. Fomos verdadeiramente revolucionários em nosso tempo. Vimos surgir a contracultura, o movimento underground, absorvemos galhardamente a imensa transformação produzida pela internet e vimos nossa expectativa de vida aumentar consideravelmente através dos avanços tecnológicos e farmacêuticos. Mas, por outro lado, agora começamos a encarar uma nova realidade: o que fazermos com estes anos de vida excedentes que recebemos junto com todo o pacote da modernidade?

Nossos questionamentos internos, nossas angústias, a questão da solidão, da busca da felicidade – independentemente da idade cronológica que se tenha – a procura do amor e do sexo, a tentativa de manter uma boa aparência em uma idade não valorizada nem pela sociedade, nem pela mídia, em um país onde a juventude e a perfeição física são tão importantes, quase que obrigatórias, são, muitas vezes, os temas de nossas conversas nas noites de Conservatória.

Estes assuntos, geralmente discutidos pelas mulheres e acompanhados, atentamente, pelos homens presentes, exigem reflexão e coragem. Afinal, confrontar inseguranças, medos e dores da alma não é tarefa amena. Mas, geralmente, o papo vai pela noite adentro, até a madrugada. Como é normal, existem no grupo várias mulheres sozinhas – separadas ou solteiras – todas ainda bonitas e bem conservadas, apesar de sexagenárias, (que palavra horrível, meu Deus!) muitas ainda trabalhando, outras empreendedoras, donas de seus próprios negócios. Mas, de uma forma geral, nenhuma delas, a não ser as casadas há muito tempo, já avós, têm um companheiro. E por companheiro, entenda-se, não um provedor. São todas financeiramente independentes e bem resolvidas nesta área. O que lhes falta não é um marido e sim um parceiro, no que esta palavra tem de mais integral – um outro ser humano com quem possam conversar sobre tudo, rir e chorar, abraçar e serem abraçadas, acariciar e amar. O sexo fácil e descompromissado da juventude – ótimo à época – já não é mais satisfatório. Hoje, o gesto aparentemente menos espetacular de um afago, de uma palavra, de um olhar, a intimidade de corpos já não tão moços e perfeitos, mas ainda dignos de serem tocados e amados conta mais. Este companheiro, este amigo, este cúmplice, este colo, onde andará?

Sou uma dessas mulheres, separada e sem filhos, estas mulheres que vivem “no limbo”, como diz uma inteligente ex-jornalista amiga minha. Eu, porém, me defino, como a “mulher invisível”. Ainda com uma aparência agradável, vida financeira resolvida e boa bagagem cultural, aos sessenta anos, o que fazer? Cair na armadilha emocional de um “garotão”, que ainda me acha uma “coroa traçável” e bem sucedida, que poderá lhe proporcionar uma vida de conforto? Ou procurar um homem da minha idade, ou mais velho, geralmente egresso de dois ou três casamentos falidos, o último deles com um brotinho, a esposa-troféu, que lhe dilapidou as forças e a grana e com quem ele tem um filho pequeno que precisa ainda de um pai, quando o sujeito está mais é para avô? Definitivamente não. Mas, como fica a vida de um ser humano privada de carinho, de aconchego, do toque de mãos amorosas? A procura não é por sexo selvagem e desenfreado, por paixão avassaladora, por arroubos juvenis de ciúme e posse. Isto, em época própria, já experimentei. Privadas do papel de mãe e, conseqüentemente de avó e deixando de sermos desejável por causa do errôneo conceito de que só quem é belo e moço merece ser amado estará destinada a mim e às outras companheiras apenas a contemplação da vida em branco, por ainda longos anos? Uma dádiva têm sido os amigos. A leitura é outra grata companheira. Mas, continuam faltando o gesto, o olhar, a ternura, a pele contra a pele, as confidências que a gente só faz ao parceiro. Em nossa sociedade, uma mulher que não é mais jovem e cujo esplendor dos primeiros anos já desapareceu, não tem mais função alguma. É, sim, uma mulher invisível. Eu ,sou apenas mais uma entre tantas. Mas, será mesmo que preciso “de um homem para chamar de meu?” E, neste caso, como vencer os temores, inseguranças e preconceitos de nossa condição?

Regina Doll

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Aff!  Este texto é para reflexão mesmo, e tenho certeza que muitas conversas sobre o tema, vão embalar nossas noites em Conservatória:  como sempre entremeando  boas risadas!!!

Invisíveis, porém com um humor maravilhoso!

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Abraço fraterno,

CHRISTINA ANTUNES FREITAS 

terça-feira, 17 de maio de 2011

O CBMERJ SANGRA ...

Srs.

Recebi do amigo Cel BM JOSÉ CARLOS DIAS, o texto abaixo que faço questão de repassar, ante ao descaso com que os Bombeiros Militares do Estado do Rio de Janeiro,  estão sendo submetidos.  



   CAROS BOMBEIROS DE (A) VERDADE.


Estamos vivendo, após tantos anos de dedicação a sociedade fluminense, um dos momentos mais tristes da nossa Corporação e da nossa própria trajetória.

No momento que a Justiça Militar concede a prisão preventiva de companheiros por reclamarem (certo ou errado, não importa ) de vencimentos famélicos, temos que entender que devemos fazer uma reflexão sobre o que está acontecendo.

Sem querer entrar na discussão da legalidade ou não das prisões, fato consumado que os advogados saberão resolver junto aos Tribunais, me ocorre que o Corpo de Bombeiros é subordinado hoje a Secretaria de Estado da Saúde e Defesa Civil.

Na verdade está subordinado a um órgão civil, contrariando o que determina o art. 144 da Constituição Federal e subordinado ainda, mais abaixo, a uma Subsecretaria de Defesa Civil, cuja denominação já a define como não militar. Nada mais justo que entendamos que o Bombeiro hoje é militar para deveres e civil para efeitos de direitos, um paradoxo.

No passado, ficamos calados a subordinação do Corpo de Bombeiros a Secretaria de Estado da Defesa Civil e como era de “nosso interesse”, alguns áulicos, para obterem suas vantagens pessoais, criaram a figura do Secretário de Defesa Civil e Comandante Geral do Corpo de Bombeiros, que acumulando as funções, tirava o foco de uma subordinação também inconstitucional a uma Secretaria da estrutura civil do Estado do Rio de Janeiro e criada com o intuito de trazer mais verbas para a execução da missão operacional e facilitar politicamente o trânsito nas comunidades.

E assim seguimos, sem reclamar judicialmente da nossa condição de Corporação Militar subordinada a uma Secretaria Civil, o que é pior, com o passar dos anos fomos descendo na subordinação estrutural do Estado e já somos hoje, como já disse acima, subordinados a uma Subsecretaria civil, que é subordinada a um Secretário de Saúde, médico civil e sofrendo as conseqüências de não sabermos se somos hoje militares com seus direitos e deveres, funcionários ou agentes de saúde estadual, mata-mosquitos ou auxiliares de necropsia.

Enquanto isso na Academia de Bombeiro Militar D. Pedro II, que forja a cada ano o Comandante do amanhã, ao receber a sua espada símbolo do Oficial, o jovem de hoje e Coronel do futuro já não tem certeza que a sua trajetória, como foi a nossa, será servir a sociedade com a amplitude do seu juramento. Não terá a certeza que sua espada, recebida a duras penas, será respeitada por usurpadores da direção e do Comando da Corporação, que sequer sabem o valor do símbolo da autoridade do Oficial, pois jamais o usaram.

Esses usurpadores, com raras exceções, jamais se ombrearam conosco nas nossas conquistas coletivas, nos nossos ideais de uma Corporação forte e preparada para os novos desafios futuros e para melhores condições de dignidade no atendimento da nossa velhice. Ao menor movimento da exigência de hierarquia, disciplina e mais trabalho abandonam a carreira e o idealismo de ocasião.

É nas mãos de um homem desse perfil que deixamos entregarem a nossa Corporação, a nossa dignidade e o nosso espírito corporativo.

Companheiros, onde foi que erramos?

Se na sua avaliação não erramos no nosso passado, será que devemos intervir no presente para melhores dias no futuro, que para nós já é hoje?

Será que ao subordinar a Corporação a estruturas civis no passado não facilitamos a chegada desse quadro que aí está, onde as politicagens internas e externas não nos deixa ter unidade de pensamento e os políticos insanos e covardes se aproveitam disso para impor os seus métodos ilegais e ditatoriais?

Ou será que tudo isso não passa de um plano de longo prazo, um processo de desmoralização em cadeia das Corporações Militares desse país para atingirem objetivos nada democráticos.       Afinal, guerrilheiros condecorados já estão no Ministério da Defesa e invasores de terras, devidamente amparados pelo governo federal, já são recebidos com churrasco por Governador, com pompa e circunstância.

Não pensem que estou delirando, que estou com sérios problemas de senilidade.

Muito pelo contrário, não existe melhor momento de rebustecerem o que lhes exponho, basta analisar o momento que vive a nossa tropa, sofrida, humilhada, em estado quase miserável com suas famílias, ocasionado pelos vencimentos desonrosos que recebem e tendo que viver de “bicos” para conseguir sobreviver e educar seus filhos.

Não recebem vale transporte, uniformes só quando “Deus quiser”, atendimento médico - hospitalar precário e sem a justa contrapartida do governo para o recolhimento do Fundo de Saúde como manda a lei, enfim, o caos.

É do caos que partem os novos caminhos.

Um caminho, o que já foi dito, é levar a Corporação a desonra e a desmoralização, acabar com o espírito de corpo para atingir os objetivos da anti-democracia, que já aflora e depois destruir-nos.

O outro caminho está em nossas mãos, dos Bombeiros de (ou da) Verdade, nas mãos dos que amam e respeitam essa Corporação centenária para não deixá-la sucumbir ou sofrer qualquer débâcle que manche a sua história centenária, manchando com isso também a nossa história e honra.
É chegado à hora, companheiros, de irmos às autoridades, é chegado à hora de nós, os mais velhos, procurarmos mostrar o caminho aos mais jovens, aos mais afoitos, aos mais indignados;

É chegada a hora, Bombeiros de Verdade, de sentarmos a mesa, sem restrições pessoais, sem ideologias políticas e achar o melhor caminho para a nossa Velha Casa.


                      
CEL BM RR JOSÉ CARLOS DIAS
QOC 64

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Que as palavras do Cel Dias,  atinjam e sirvam de reflexão e ação, aqueles que detém poder de mando, principalmente!

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Abraço fraterno,
CHRISTINA ANTUNES FREITAS

sábado, 14 de maio de 2011

FESTA BENEFICENTE - DAS/PMERJ


Amigos:

Recebi da DAS/PMERJ, para divulgação, este folder da Festa Beneficente que acontecerá, com sua renda revertida para compra de  Fraldas Geriátricas e Material Médico.

Será  sem dúvida, uma oportunidade de ajudarmos aos que recorrem e DAS (e não são poucos), e dessa forma contribuirmos para um melhor conforto aos irmãos que,  por hora, necessitam deste serviço.

A DAS/PMERJ que tem como Diretora a Ten Cel AZIZA,  faz um ótimo trabalho, e para que  cada dia  este seja melhor, é necessário que  disponhamos a ajudar !





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Abraço fraterno,
CHRISTINA ANTUNES FREITAS

sexta-feira, 29 de abril de 2011

UMA POESIA DE SARAMAR

 

ESPERA

Saramar

Fiquei aqui por horas
fiquei esperando o dia
na porta que não se abria
para os teus olhos de encontro.
Fiquei esperando o sol
que mora nos olhos teus
e não abrem mais os dias.
Fiquei aqui por horas
e a porta não se abria
nem o sol, nem os dias.
E agora,
nem sol,
nem hora,
nem dia.
Só o pranto.
(
e os meus olhos
que sonham com os olhos teus).

 

Abraços fraternos,

CHRISTINA ANTUNES FREITAS