quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

ESTAVA TRISTE... FIQUEI MUITO FELIZ !!!


Oiii, Mimi!!!
Sei que de alguma forma você estava esperando que eu te escrevesse. Acredito até que meio impaciente, uma vez que me conhece bem, e sabe que eu estou triste.

Camilaaaaaa!!! Estava triste. Não estou mais!

Caramba, filha: realmente “Nada acontece por acaso!”
Terminava de digitar a palavra TRISTE, quando o meu celular tocou. Claro que você percebeu que fiquei feliz. E fiquei por você!

O seu “amado”, filha: ligou para falar comigo. Será que foi coincidência?

Nossa! Sinto que fiz uma ponte para que você daí do alto, ficasse exultante! Apesar de saber que seu amor por nosso “amigo” hoje deve ser à nível fraterno, tenho certeza da importância dele por toda a sua existência, inclusive a espiritual.

Creio plenamente o quanto ele foi importante para sua vida: deu a você, a oportunidade de amar realmente. É tão bom saber que este ciclo - AMOR - você completou. Que sua passagem por aqui não ficou na superficialidade dos namoros, e que realmente você viveu o AMOR, como sentimento pleno!

Estava relutante em sentar aqui e expor que passei um dia triste. Não queria que você sofresse, e veja só: Deus, permitiu que eu te falasse, trazendo felicidade!

Minha Mimi... Fiz tudo para não chorar ao falar com ele, mas foi uma emoção tão grande que não resisti. Continuo chorona!

Mas nosso amigo sabe o quanto o admiro. Além da certeza que tenho dele ser um vencedor, carrego comigo a convicção que muitas glórias ele conquistará na vida, e será sempre muito feliz. Ainda quero poder vê-lo casado, com filhos.

Ai, ai, ai!!! Toda prosa... Rindo à toa! É assim que quero ter notícias de você, minha Flor de Maracujá!

Hoje fui ao Rio pois os exames que eu e seu pai fizemos ficou pronto. Fomos e voltamos em uma batida só! Nada mais me atrai naquela cidade. Além de seu irmão, a única coisa que me faz ainda ir a casa, é o seu quarto. Suas roupas no armário, e as suas lembranças...

Não vou dizer que a vida aqui em Conservatória é maravilhosa. Não! Por vezes é pacata demais: fico praticamente de segunda a sexta feira sem conversar com ninguém, a não ser com Geraldo.

Seu pai ainda sai. Uma vez por dia vai comprar alguma coisa, e sempre acaba conversando com um conhecido. Para mim é mais difícil, pois demanda que eu me arrume, prenda as cadelas... Acabo desanimando.
Geraldo não está “nem aí”. Da maneira que está vestido vai até a Cidade: bermuda, chinelo, camiseta...

Mas prefiro ficar aqui.
Quando tenho um surto “Urbano” vamos até ao Rio, vejo vitrines, curto seu quarto... Assim, quando estou pronta: volto para aqui - no “interior” - em Conservatória!

Aff! Graças a Deus! Passou o tal dia 30 de Janeiro!
Atendi telefonema de Gustavo, Carol, suas tias, seu tio, Mayara, “seu amor” e seu irmão Allan, que você não teve oportunidade de conhecer. Mas veja: ele é super carinhoso. Você o adoraria!

Minha Flor de Maracujá: a situação no Rio de Janeiro está difícil, mas sei que com bastante oração e determinação, tudo voltará à normalidade.
Ajude-nos - reúna Anjos de Guarda, Mentores Espirituais, Guardiões – precisamos muito da luz que todos vocês podem emanar!

Hoje estou cansada, e praticamente é bastante cedo (ainda são duas horas). Vou passar esta minha cartinha para o Blog, e depois vou dormir.

Não, não estou cansada. Acho que estou relaxada. O telefonema de nosso amigo me fez muito bem!

Beijinho no rosto, beijinho na testa, beijinho no queixo!
Quem é o neném mais bonito da mamãe? – É Mimi! É Mimi!

Então meu amor: agarre um anjinho bem fofinho e vá também dormir.
Hoje o dia foi de fortes emoções para nós duas!

Hummm! Já sei até com quem você vai sonhar!

Saudades, muitas saudades!


CHRISTINA ANTUNES FREITAS


terça-feira, 29 de janeiro de 2008

PARÁBOLA DO JOIO E DO TRIGO


Transcrito do site:
http://www.espirito.org.br/portal/artigos/calligaris/parabolas-02.html


PARÁBOLA DO JOIO E DO TRIGO
Rodolfo Calligaris


“ O Reino dos Céus, disse o Cristo, é semelhante a um homem que semeou boa semente no seu campo. Mas, enquanto os servos dormiam, veio um inimigo dele, semeou joio no meio do trigo e retirou-se. Quando a erva cresceu e deu fruto, então apareceu também o joio. Chegando os servos ao dono do campo, disseram-lhe: - Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde, pois, vem o joio? E ele lhes disse: - Homem inimigo é que fez isso. Os servos continuaram: - Queres, então, que o arranquemos? Não, respondeu ele, para que não suceda que, tirando o joio, arranqueis com ele também o trigo. Deixai crescer ambos juntos até à ceifa; e no tempo da ceifa direi aos ceifeiros: -Ajuntai primeiro o joio e atai-o em feixes para o queimar; mas o trigo recolham no meu celeiro" (Mateus, 13:24-30).

A significação dessa parábola parece-nos de uma nitidez meridiana.

O Campo somos nós: a Humanidade; o Semeador é Jesus; a Semente de Trigo: o Evangelho; a Erva MÁ á as interpretações capciosas de seus textos; e o Inimigo:- aqueles que as têm lançado de permeio com a lídima doutrina cristã .

O Divino Mestre fizera a boa semeadura, pregando e exemplificando o amor entre os homens, como condição indispensável ao advento de um clima de entendimento fraterno no mundo, eis que os supostos herdeiros de seu apostolado, açulados pelo egoísmo e pelo orgulho, começam a criar questiúnculas e dissensões.

A Religião do Bem, objeto de sua missão terrena, de uma simplicidade incomparável, fragmenta-se em dezenas de religiões mais ou menos aparatosas, com sacerdócio organizado, sustentando dogmas ininteligíveis, preconizando e mantendo cultos pagãos, exterioridades grotescas.

Surgem facções e sub-facções, incriminando-se reciprocamente de heréticas, heterodoxas, etc., e as que se tornam mais poderosas procuram eliminar as outras, afogando-as em sangue, aniquilando-as nas torturas e nas chamas das fogueiras...

E assim, em nome Daquele que fora a personificação da tolerância, da bondade e da doçura, séculos pós-séculos, a discórdia lavra pela Terra; os filhos do mesmo Deus empenham-se em lutas fratricidas, e milhares de vítimas sucumbem, aos golpes da mais estúpida e feroz odiosidade, que há incendiado os corações humanos!

Como pode esse joio nascer e crescer de mistura com o bom trigo? E' que, segundo a palavra de Jesus, os servos "dormiram", isto é, deixaram de "orar e vigiar", permitindo, assim, que o erro ganhasse raízes.

Contemplando essa confusão religiosa, muitos se admiram de que a Providência não a tenha eliminado do globo. Esse dia, entretanto, chegará.

O joio, ao brotar, é muito parecido com o trigo e arrancá-lo antes de estar bem crescido seria inconveniente, por razões óbvias. Na hora da produção dos frutos, em que será feita a distinção entre ambos, já não haverá perigo de equívoco: será ele, então, atado em feixes para ser queimado.

Coisa semelhante irá ocorrer com a Humanidade.

Aproxima-se a época em que a Terra deve passar por profundas modificações, física e socialmente, a fim de transformar-se num mundo regenerador, mais pacífico e, conseqüentemente, mais feliz.

Quando os tempos forem chegados, todos os sistemas religiosos, que se hajam revelado intolerantes e opressores, cairão reduzidos a nada; e todos quantos não se afinem com a nova ordem de coisas, conhecerão o "fogo" da expiação em mundos inferiores, mas de conformidade com o caráter de cada um.

Por outro lado, as almas avessas à guerra, à maldade, ao despotismo (Opressor/Ditador), enfim a tudo quanto tem impedido o estabelecimento da fraternidade cristã entre os homens de todas as Pátrias e de todas as raças, estas hão de merecer o futuro lar terrestre, higienizado em sua aura astral e equilibrado em suas condições climáticas, gozando, finalmente, a paz, a doce e alegre paz, de há muito prometida às criaturas de boa vontade.

Joio= É uma erva daninha. Muito conhecido no oriente, que antes de frutificar é tão parecida com o trigo que é impossível distingui-los. Só mais tarde é que se acentuam as diferenças conforme vão crescendo.

A separação entre ambos se dá em função da sua própria evolução intrínseca, cada qual apresentando suas características."



Um fraterno abraço,
CHRISTINA ANTUNES FREITAS



PARÁBOLA DO FARISEU E DO PUBLICANO


Transcrito do site http://www.espirito.org.br/portal/artigos/calligaris/parabolas-26.html


Parábola do Fariseu e do Publicano
Rodolfo Calligaris

"Propôs Jesus esta parábola a uns que confiavam em si mesmos, como se fossem justos, e desprezavam os outros.
Subiram dois homens ao templo para orar: - um fariseu, e outro publicano. O fariseu orava de pé, e dizia assim: Graças te dou, ó meu Deus, por não ser como os outros homens, que são ladrões, injustos e adúlteros. E não ser também como é aquele publicano. Eu, por mim, jejuo duas vezes por semana e pago o dízimo de tudo quanto possuo.
Apartado a um canto, o publicano nem sequer ousava erguer os olhos para o céu; batia no peito, e exclamava: Meus Deus apiedai-vos de mim, pecador.
Digo-vos, acrescentou Jesus, que este voltou justificado para sua casa, e o outro não, porque todo aquele que se exalta será humilhado, e todo aquele que se humilha será exaltado." (Lucas, 18:9-14).

Para o perfeito entendimento desta parábola, faz-se mister, antes de qualquer coisa, conhecer o que significam os termos que lhe servem de título.

Fariseus eram os seguidores de uma das mais influentes seitas do Judaísmo. Demonstravam grande zelo pelas suas tradições teológicas, cumpriam meticulosamente as práticas exteriores do culto e das cerimônias estatuídas pelo rabinismo, dando, assim, a impressão de serem muito devotos e fiéis observadores dos princípios religiosos que defendiam. Na realidade, porém, sob esse simulacro de virtudes, ocultava costumes dissolutos, mesquinhez, secura de coração e, sobretudo muito orgulho.

Publicanos eram os arrecadadores de impostos públicos, exigidos pelos romanos ao povo judeu, no exercício de cujo mister tinham oportunidade de amealhar fortuna, pelo abuso das exações.

Os judeus, que mal podiam suportar a dominação romana e não se conformavam com o pagamento de impostos, que julgavam ser contra a lei, fizeram do caso uma questão religiosa. Abominavam, pois, esses agentes do Fisco, considerando; mesmo, um comprometimento ter qualquer intimidade com eles. Em suma, eram os publicanos renegados como gente da pior espécie.

Isto posto, vamos à interpretação da parábola, propriamente.

Seu objetivo é apontar o orgulho como elemento prejudicial à salvação e, ao mesmo tempo, ressaltar quanto à humildade pode valer-nos ante a justiça divina.

Mostra-nos, então, na atitude do fariseu, tido e havido como o tipo acabado do crente ortodoxo, até onde pode chegar a soberbia humana. Já na postura que assume - ereto, tórax saliente - patenteia seu orgulho.

Ora, mas suas palavras são uma seqüência de arrogância e presunção. Diz: "Senhor, eu vos agradeço". Entretanto, é a si mesmo que atribui os merecimentos de que se ufana; merecimentos que, a seu ver, o tornam criatura sem jaça, pois não lembra, sequer, de suplicar: "perdoai, Senhor, nossas dívidas" . Ocorre-lhe apenas isto: "Eu não sou como os outros homens, que são ladrões, injustos e adúlteros”. Não alude a "alguns homens" nem a "muitos homens", mas "aos outros homens", considerando-se, assim, o único varão perfeito à face da Terra!

Ao ver o publicano, acrescenta, com soberano desprezo: "esse aí é como todos os outros". Põe-se em seguida a exaltar os próprios méritos, as boas ações que faz, e nisso se resume a sua oração.
Já o publicano, que diferença!

Aparta-se a um canto do templo, avergado, como que a sentir o peso da própria consciência. Sua humildade lhe permite uma justa apreciação de si mesmo, o reconhecimento de suas culpas e imperfeições; por isso bate no peito, contrito, e exclama: "Meu Deus, tende piedade de mim, pois sou um grande pecador!".

Pois este, e não o outro, foi quem se retirou justificado, sentenciou Jesus, finalizando a lição.

Sim, porque aos olhos de Deus não basta que nos abstenhamos do mal e nos mostremos rigorosos no cumprimento de determinadas regras de bom comportamento social; acima disso, é nos necessário reconhecer que todos somos irmãos, não nos julgarmos superiores a nossos semelhantes, por mais culpados e miseráveis que pareçam, nem tampouco desprezá-los, porque isso constitui, sempre, falta de caridade.

Por outro lado, a humildade sincera é o melhor agente de nossa reforma íntima, de nosso progresso espiritual. Atrai sobre nós as bênçãos divinas e a ajuda de nossos anjos guardiões, que, percebendo-nos o propósito de reprimir os males de que somos portadores, dão-nos as sugestões adequadas e o amparo preciso à colimação desse desiderato.

Saibamos, pois, aproveitar o ensino do Mestre, sendo rigorosos e intransigentes com nós mesmos, brandos e indulgentes com os outros."

Gosto de Parábolas !!!

Um abraço,
CHRISTINA ANTUNES FREITAS

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

TRANSCRIÇÃO DO BLOG DO CEL PAULO RICARDO PAÚL


Amigos:

Transcrevo abaixo, texto do Blog do Cel. Paúl,
http://www.celprpaul.blogspot.com/ .


"AME/RJ - REUNIÃO DE OFICIAIS - ATO CÍVICO - DECISÃO

Ontem, no curso da reunião de Oficiais realizada na Associação dos Militares Estaduais do Rio de Janeiro – AME-RJ, centenas de Oficiais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, decidiram pela realização um ato cívico, ordeiro e pacífico, no próximo domingo às 10:00 horas, na orla da zona sul da cidade do Rio de Janeiro.
Estiveram presentes 19 (dezenove) Coronéis de Polícia da Ativa; inúmeros Comandantes, Chefes e Diretores de Organizações Policiais Militares; além de centenas de Oficiais Superiores, Intermediários e Subalternos das Instituições Militares Estaduais.
O ato será realizado em trajes civis e tem como objetivo demonstrar a insatisfação dos Militares Estaduais pela não concessão de reajustes salariais dignos e ainda, conscientizar o cidadão fluminense que a sua participação e apoio é indispensável para que possamos alcançar a Segurança Pública que precisamos e merecemos.
Nenhum prejuízo à Sociedade Fluminense resultará desse ato cívico, para o qual inclusive os Militares Estaduais levaram seus familiares.
A família Policial Militar e a família Bombeiro Militar, os heróis sociais que arriscam a vida em defesa da sociedade fluminense, clamando por cidadania, através de salários dignos e de adequadas condições de trabalho.
Os Oficiais presentes ratificaram o apoio integral aos dignos Comandantes Gerais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militares que tanto tem lutado pela obtenção da cidadania dos seus subordinados.

Além de decidirem pela realização do ato cívico no dia 27 de janeiro de 2.008, na orla de Ipanema, os Oficiais decidiram pela realização de uma nova reunião na AME/RJ, no dia 29 de janeiro de 2.008, para avaliação do ato cívico realizado e ainda, para delibararem e decidirem a respeito dos próximos passos da mobilização, diante das negociações institucionais em curso com o Governo Estadual.

Rogamos à Deus que o Governo Estadual se sensibilize sobre a necessidade imperiosa de darmos dignidade e cidadania aos Policiais Militares e aos Bombeiros Militares.
O cidadão brasileiro - Militar de Polícia e Bombeiro Militar – lutando por sua dignidade e pela sua condição plena de cidadão.

A reunião ocorreu em clima de ordem, o que pode ser comprovado pela mídia presente.


PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORREGEDOR INTERNO
Postado por Coronel Paulo Ricardo Paúl às
08:19 2 comentários
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Espero que este Ato Cívico una Oficiais, Praças e seus Familiares, em atitude ordeira, pacífica, porém austera, e que o grande foco seja SALÁRIOS JUSTOS E MELHORES CONDIÇÕES DE TRABALHO.
Se Deus permitir, estarei lá !

Um abraço

CHRISTINA ANTUNES FREITAS





quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

AMIGA, SALÁRIOS INDÍGNOS E REUNIÃO!!!



Ontem foi um dia cansativo e ao mesmo tempo prazeroso.
Toda vez que tenho que comparecer o HCAP - do CBMERJ – acabo passando algumas horas por lá, entre consultas e exames.

Não que eu goste, mas o número de pacientes a ser atendidos é grande, e o local é de difícil acesso (entrada do Túnel Rebouças). Então, para irmos lá em um só dia, marcamos consulta com mais de um especialista - caso seja preciso - para a mesmo data.
É inevitável: encontramos amigos, quer sejam Praças, Oficiais, Ativos ou Inativos. O CBMERJ é grande: não entendo como, quase todos se conhecem.
Nesta Quarta -Feira devido a grande procura pelo Oftalmologista, acabei encontrando uma amiga, cujo marido quando Soldado, trabalhou com Geraldo.
Interessante que nos últimos tempos nos vemos no Hospital, mas devido a pressa – estamos sempre correndo – não sentamos para conversar. Hoje foi diferente: teríamos que esperar mais de duas horas entre os atendimentos.

Ah...Colocamos a conversa em dia!
Lembramos de nossos filhos quando pequenos. Das nossas aflições, das alegrias e tristezas que a vida nos conferiu. Fizemos um apanhado de nossas trajetórias durante este tempo!
Foi tão bom... Emocionamo-nos: mas rimos também! E bastante...
Quando uma começava a contar algo inusitado que havia acontecido ao longo desses anos, a outra percebia que mais o menos a mesma coisa havia ocorrido com ela. Isso tanto nas alegrias, quanto nas tristezas.


Ao final, descobrimos (sem falsa modéstia) que somos mulheres guerreiras.

Saímos desse nosso encontro talvez mais leve. Percebemos que o que poderia ser de grande desconforto narrar, foi como uma grande terapia: trocamos experiências, sem nenhum escrúpulo.
Esse casal tem três filhos, e coincidentemente um deles também é PM, como meu filho.
Hoje relembramos festas de aniversários, festas em Quartéis (em uma época que no Natal todos, sem distinção de graduação, recebiam presentes muito bons, distribuídos pela faixa etária dos filhos). Um tempo em que éramos muito felizes!
É interessante lembrar, que o marido de minha amiga nessa época era Soldado, vindo logo depois a promoção para Cabo. Ele trabalhava junto a Geraldo no Quartel Central.

Vejam bem: naquela época, como Cabo, ele comprou um apartamento em Nova Iguaçu. O salário não era astronômico, mas deu-lhe um teto, condições de promover a educação estudantil dos filhos, dar uma boa alimentação, enfim, puderam viver dignamente.

Comentamos - como temos filhos na PMERJ - a dificuldade que todos passam.

Agradecemos enfim, a vida que conseguimos construir: ela nos dá condições de ajudar hoje em dia quando preciso, filhos que com algum sacrifício nosso, obtiveram acesso a estudo de qualidade, e que ao final do Segundo Grau, resolveram abraçar a carreira Militar Estadual .

Lamentamos... Lamentamos muito o estado de penúria dos Policiais e Bombeiros, pois era somente olharmos ao nosso redor para reconhecer como a falta de um Salário Digno está adoecendo homens jovens, que poderiam estar atuantes em sua Corporação.

Não acredito que no HCPM seja diferente. Já estive lá alguns anos atrás levando meu sobrinho com suspeita de Dengue, que estava com 41° de febre.
Nessa ocasião, Camila devia ter treze ou quatorze anos e era bastante franzina, e eu apesar de gordinha nunca fui uma pessoa com força muscular. Meu sobrinho tem 1m 92 cm, e naquela época certamente pesava muito mais de cem quilos.
Como além de Dengue, existia uma quase epidemia de Conjuntivite , a emergência estava lotada de homens com febre e outros com os olhos colados.
Seguramos meu sobrinho por quatro horas, e nada de atendimento. Isso em pé, não havia lugar para sentar, tampouco acomodações para o doente.
Para que não caísse por conta da febre, encurralamos o nosso “grandão” numa quina de parede, e ficamos eu e Camila fazendo o possível para que ele não fosse ao chão.
Conclusão: não agüentei e resolvi pirar.
Comecei a falar alto que ele estava desabando e que nós duas com certeza não agüentaríamos o peso. E mais... Que caso algo ruim ocorresse pela falta de atendimento eu iria aos Jornais! (na realidade, eu não tinha nenhum conhecimento em Jornais: blefei!)
Depois desse “micão”, resolveram colocá-lo em uma maca para desespero de Camila, que dizia SE MEU PADRINHO MORRER, ELE MATA VOCÊS”...
Até antes de sua passagem brincávamos com Mimi sobre esse primor de afirmação!
Não sei como hoje é o atendimento no HCPM. Sei que houve reformas, mas pelo que ouço falar, não é diferente do HCAP.
Afinal, o homem mal remunerado tem um nível de STRESS elevadíssimo. Com isso, o sistema imune do indivíduo se desorganiza ficando o mesmo completamente vulnerável as viroses, aos problemas estomacais, às doenças auto imunes, enfim, a todo tipo de problema de saúde.
Isso sem dizer que a Psiquiatria vive cheia: tanto o Policial quanto o Bombeiro está sempre em constante cobrança interna (Quartel), externa (população) e familiar...

Acaba sendo difícil mulher e filhos entenderem todos os “NÃOS”, proferidos por estes Militares. Dessa forma uma grande desagregação familiar se instala.
A família adoece e não há dinheiro para remédios: assim uma grande bola - não de neve - mas sim de problemas de todos os níveis começa a aparecer, refletindo com absoluta certeza, no desempenho profissional desse homem .


Minha avó sempre dizia: SACO VAZIO NÃO PARA EM PÉ!!!

Sei que hoje à noite haverá na AME (antigo Clube dos Oficiais), mais uma reunião para a discussão de problemas afetos a Salários e Condições Dignas de Trabalho.

A AME fica na Rua Camerino n° 144 – Centro – RJ. A reunião começará às 19 hs, estando convidados Oficiais Ativos e Inativos , tanto da PMERJ quanto do CBMERJ.


Acredito que alguns de vocês estejam pensando que não vale à pena, que não vai dar em nada... Mas observem: se vocês não brigarem por direitos seus e de sua Corporação, quem o fará?
Ah! Seu amigo vai e você acha que não há necessidade de ir: ele vai contar tudo que aconteceu por lá! Uhmm! “Quem conta um Conto, aumenta um Ponto!”
Engano, caro Oficial.

A Reunião precisa de muitos Policiais e Bombeiros: do Tenente ao Coronel. Não fique por fora de decisões que podem mudar literalmente, o rumo de sua vida!

Não sei dizer se Aspirante pode ir - mas caso eu fosse um - bem que tentava. Afinal, pelo menos todos saberão que podem contar com o vigor e o destemor que todo Aspirante possui.
Lembre-se você que acabou de sair da APM D.JOÃO VI: daqui a alguns meses você será um Tenente, e caso não possa participar agora, o máximo que pode acontecer é levar um : “NÃO”.
Porém, o que é um “NÃO “ na vida do Aspirante?
Nadinha... Somente mais "um NÃO" para a sua coletânea de Estórias, que mais tarde irá contar e lembrar com saudades.


Isso sem dizer que a presença das Oficiais Femininas é de vital importância: já está na hora de acabar de vez com o mito da fragilidade!

Ah! Sobre a minha amiga do início deste Artigo??? Por certo nos encontraremos muito no HCAP... Afinal , cada uma tem mais de meio século de vida !!!
AFF!

Um abraço,
CHRISTINA ANTUNES FREITAS


domingo, 20 de janeiro de 2008

COM A DEVIDA ANTECEDÊNCIA....


Meus amigos:

Hoje resolvi reler alguns textos (cartas) que escrevi para minha Camila, e como estamos infelizmente a 10 dias de meu aniversário, achei pertinente transcrever esta cartinha que fiz ano passado, um dia antes do "fatídico" dia 30.
Observei nessas releituras, que hoje sou um pouco menos "desaforada" quando desabafo com Deus, e que estou aprendendo a esperar o momento de meu reencontro com Camila com muita certeza, entretanto, também com imensa saudade.
Hoje talvez esteja um tantinho mais equilibrada, sendo que por vezes derrapo...
Então, abaixo a carta que escrevi em 29.01.2006

"Meu amor, me perdoe!
Não tenha você tanta preocupação, advinda de meu rancor, de minha instabilidade emocional ou de minha tristeza. Me perdoe...
Até ando tentando fazer o tipo: Christina alegrinha, descontraída; didática ao falar de sua passagem. Porém tudo isso realmente, não passa de uma capa que arranjei para não ser enfadonha.
De vez em quando tenho a impressão que sou duas: dou explicações como tudo ocorreu com você e ao mesmo tempo que me vejo fazendo isso, tem a outra Christina que balança a cabeça, e fica com pudores de tamanha canastrice... Lógico que é dessa Christina que representa, que a outra se envergonha! É pelo patético...
Não Mimi, não quero ser piegas! Não! Mas a coisa funciona mais ou menos assim...Tem dias que estou cansada: na realidade não tenho vontade de usar perfil nenhum de pessoa equilibrada. Não sou, não estou! Tenho o desequilíbrio da saudade, da dor de não ter mais o que na realidade era muito valioso!
Sofro com a desconstrução de um modelo "mãe e filha" que sempre foi tão bom, com tanto amor, tão admirável e tão afetuoso!
Assim por vezes berro:


DEUS!! ISSO FOI DE VERDADE?? OU VOCE ME USOU, "COM A FELICIDADE MATERNA", PARA ME FAZER SOFRER DEPOIS??

Me sinto rato de laboratório! É como se houvessem agido assim:

- "Toma Christina, este bebê é seu. Sua vida será maravilhosa com ele, passarão por muitos percalços. Porém vocês terão a unidade do amor, da compreensão, da afetuosidade e mesmo da discordância sem rancores, só para testar o humor das duas!"

E assim, eufóricas e felizes fomos vivendo! Um belo dia, chegaram a conclusão:

- "Pesquisa terminada!!!"

E desta maneira fiquei apta a receber a notícia: que você seria arrancada de mim!

PÔXA... NÃO TEM PROCON NO CÉU!!! RECLAMO COM QUEM??? "


- " Com ninguém, sua bobona! Vá para a fila dos "Desígnios de Deus": fácil de achar...
Lá se encontram "trocentas" mães, vários pais, poucos irmãos e um ou outro marido! Você vai achar logo!"

Faça-me o favor... que Céu é este???
Mimi, fui à uma Palestra em um Centro Kardecista aqui no interior, onde nós estamos, e por várias vêzes foi levantada a questão da passagem de um ente querido...A dor que provoca, quais questionamentos são feitos e o que na realidade deve-se esperar à nível de reação, por parte de quem fica: sobretudo das mães.
Bom, tudo muito didático. A impressão que os palestrantes passam, é que a dor vai diminuindo com o tempo e o entendimento vem fácil!
Não. A dor aumenta diariamente. É como se o filho corresse para o infinito, e você sabe que a distância é...!
E infinita, vai ficando a saudade. Ah...não posso ainda falar nada sobre "entendimento", até porque estou longe disso... Não tiro a razão dos palestrantes: eles estão levando para nós, com muito boa vontade, o entendimento deles dentro da visão Kardecista.
Me lembro que na Ramatis, durante as palestras sempre diziam: "Nascemos ignorantes" ou, "Estamos em um Planeta de Expiações e Provas".
Hoje tenho certeza disso, pois continuo ignorante diante de tanto entendimento para os tais "Desígnios de Deus"!
Vejo também que estou em plena expiação sei lá do quê, e passando por duríssimas provas!
Ah! Se quizerem fazer um comercial com o slogan "Terra: um planeta de expiações e provas", Mimi...Vou me candidatar!
E você verá mamãe:


"Alôooooooo! Amigos e Amigas, não se assustem: voces estão na Terra! Sim, nossa querida Terra...Um planeta de....."
(Não aguento mais repetir a mesma coisa). Saaaaco!
Mas meu amor, caso você resolva ficar preocupada cada vez que eu entrar em conflito com a vida: não vai fazer outra coisa! Mimi, você sabe... Mamãe às vezes não bate bem!
Sei que hoje ao acordar, você estará comigo da mesma maneira que esteve ontem à tarde! Senti a quentura de sua proximidade e aquele perfume que só a minha Mimi exala! Fiquei quietinha, aproveitei ao máximo...Estou ficando mais esperta! Antigamente falava com quem estivesse próximo e daí o momento acabava. Agora fecho os olhos e te sinto!
Não quero passar por pouco educada ou desagradável com os amigos, mas realmente, gostaria que ninguém lembrasse do dia de amanhã. Não existe clima nenhum para receber parabéns! Acho que ficarei sem graça, constrangida.
Creio que os amigos que se lembrarem, pensarão em mim de uma forma positiva. E isso já é uma dádiva! Seu irmão, tenho a impressão que não tem jeito...ligará!
Bom, é lógico que vou me esforçar caso alguém me encontre; mas estou com a impressão que vai virar um chororô...Ui! Vou tentar ficar firme!
Meu amor, nem precisa se preocupar com meu desabafo! Deus já me conhece... Ou melhor: "MÃE", não foi uma criação dele? Agora... Afinal, ele não é Deus?
Amanhã, o meu "presente": o seu aconchego, suas vibrações positivas e a certeza de nosso reencontro e seu amor eterno!!!!
Boa noite, meu bebê!

CHRISTINA ANTUNES FREITAS
29.01.2006

E assim amigos, pretendo passar novamente o dia 30 de Janeiro. Bem quieta, no meu cantinho, aproveitando, inclusive, a proximidade com o Carnaval, que deixará quase todo mundo muito atarefado!!!
Ufa! Neste quesito Deus está me ajudando!!!!

Um abraço,

CHRISTINA ANTUNES FREITAS

TE CUIDA!!!!



Resolvi transcrever este texto da poeta e escritora MARTHA MEDEIROS, datado de 25 de Outubro de 2004.
Martha relata fatos do cotidiano, com doçura e objetividade.
Quantas vezes já ouvimos o famoso alerta: Te cuida !!!!


TE CUIDA
25/10/2004

"A gente sai de casa para ir numa festa ou para pegar a estrada, e antes que a porta atrás de nós se feche, ouvimos a voz deles, pai e mãe: te cuida.
A recomendação sai no automático: tchau, te cuida. Um lembrete amoroso: te cuida, meu filho.
A vida anda violenta, mas a gente não dá a mínima para este "te cuida" que a gente ouve desde o primeiro passeio do colégio, desde o primeiro banho de piscina na casa de amigos, desde a primeira vez que saímos a pé sozinhos. Pai e mãe são os reis do "te cuida", e a gente mal registra, tão acostumados estamos com estes que não fazem outra coisa a não ser querer nosso bem e nos amar para todo sempre, amém.
No entanto, lembro da primeira vez em que estava apaixonada, me despedindo dentro do carro, entre beijos mais do que bons, com aquele que devia ser um moleque mas para mim era um homem, e um homem estranho, uma vez que não era pai, irmão, primo, amigo ou colega.
Depois do último beijo, abri a porta do carro e, antes de sair, ouvi ele dizer com uma voz grave e sedutora: te cuida.
Me cuidarei, pode deixar.
Me cuidarei para estar inteira amanhã de novo, para te ver de novo, te beijar de novo.
Me cuidarei para me tocares com suavidade, para nunca encontrares um arranhão sobre a minha pele.
E cuidarei do meu humor, dos meus cabelos, cuidarei para não perder a hora, cuidarei para não me apaixonar por outro, cuidarei para não te esquecer, vou me cuidar.
Me cuidarei ao atravessar a rua, me cuidarei para não pegar um resfriado, me cuidarei para não ficar doente.
Me cuidarei, meu amor, enquanto estiver longe dos teus olhos, nos momentos em que você não pode cuidar de mim. Fica a meu encargo voltar pra você do mesmo jeito que você me viu hoje.
É de minha responsabilidade não ficar triste, não deixar ninguém me magoar, não deixar que nada de ruim me aconteça porque você me ama e não agüentaria.
Claro que me cuido, nem precisava pedir.
Te cuida, dissera ele. E eu ouvi como se fosse um te amo.
Meses depois, terminado o namoro sem beijos de despedida, saio do carro trancando o choro, ainda que o rompimento tenha sido resolvido de comum acordo.
Abro a porta e já estou com uma perna pra fora quando ouço, sem nenhuma aflição por mim, apenas consciência de que não teríamos mais notícias um do outro: te cuida.
Me cuidei.
Só chorei quando já estava dentro do elevador."
Martha Medeiros

E como nada muda, falamos sempre aos filhos, amigos e amores: TE CUIDA!!!!

Um abraço,

CHRISTINA ANTUNES FREITAS